Com seu espírito livre, leve e solto, a única agremiação sediada na Zona Sul da Cidade decidiu homenagear o Rio de Janeiro no seu retorno ao Grupo Especial, abrindo os desfiles do Grupo Especial com a apresentação de uma coreografia bastante interessante na comissão de frente.
O Conselho Deliberativo da Criação Divina, ensaiado por Caio Nunes, abria as portas para o enredo “O seu, o meu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza”, assinado pelo carnavalesco Fábio Ricardo, que fazia a sua estreia na elite do samba carioca.
Um dos momentos marcantes do enredo – e bastante aplaudido pelo público – foi a alegoria Real Horto, ladeada por réplicas de palmeiras imperiais, finalizando o quadro Império Tropical.
Logo depois, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Bira e Jaqueline, abriam alas para a exibição da bateria comandada por mestres Gilberto e Caliquinho, interpretando os Generais da Guanabara.
Bruna Almeida, a rainha de bateria, era a própria Guanabara.
Os últimos setores da Escola oscilavam entre a bossa nova e as garotas de Ipanema, ao Rio frenético e seus sons alucinantes, Rio 40 graus.
E assim como o sol que enfeita esta cidade, permanentemente, o desfile terminou quente.
FONTE: LIESA