O Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel foi fundado em 1955 a partir de um time de futebol chamado Independente Futebol Clube.
Do time do bairro, a escola herdou as cores verde e branca. Na época, muitos jogadores tornaram-se membros da bateria e o técnico do time, Mestre André, foi o primeiro diretor de bateria da escola.
A estréia oficial aconteceu no carnaval de 1957, ainda nas divisões de base da hierarquia carnavalesca.
A escola desfilou entre as grandes pela primeira vez em 59, apresentando o enredo "Apoteose ao Samba".
Em sua estréia, a Mocidade já inovava.
O diretor de bateria, o mesmo Mestre André, combinou com seus ritmistas que, em determinado ponto do desfile, ele iria apitar uma vez e todos os instrumentos parariam de tocar - à exceção dos taróis, para a escola não perder o ritmo.
A idéia funcionou e, depois de Mestre André sambar alguns segundos à frente dos ritmistas, um novo apito fez todos os instrumentos voltarem a tocar. Estava criada a célebre paradinha da bateria, que daria à Mocidade a fama de Bateria Nota 10 e se tornaria até hoje um recurso obrigatório até em bloco de rua.
A partir dessa inovação histórica, a Mocidade passou a brigar por títulos. Mas eles custaram a chegar.
O primeiro só veio em 1979, com o enredo "O Descobrimento do Brasil", do carnavalesco Arlindo Rodrigues.
No ano seguinte estreava como carnavalesco Fernando Pinto, que em 1985 deu o campeonato à escola com o enredo "Ziriguidum 2001, um Carnaval das estrelas
No carnaval de 1990, estreavam os carnavalescos Renato Lage e Lílian Rabelo e a Mocidade obteve o primeiro lugar com o enredo "Vira, virou, a Mocidade chegou" que retratava a história da escola, ganhando notas máximas em todos os quesitos
Em 1991, a Mocidade conquistou o bicampeonato com o inesquecível enredo "Chuê, Chuá, as águas vão rolar".
Outro desfile importante da verde e branco de Padre Miguel aconteceu em 1992, com o enredo "Sonhar não custa nada, ou quase nada". Este samba virou um hino da escola, e é cantado até hoje nos ensaios.
No ano de 1995, a Mocidade estava cotada entre as favoritas mas ficou em quarto lugar com o enredo "Padre Miguel olhai por nós".
Em 1996, com o enredo "Criador e criatura", assinado por Renato Lage, a escola voltou a vencer.
Em 1997, a Mocidade conquistou o vice-campeonato com o enredo "De corpo e alma na avenida".
Em 1999 chegou à quarta colocação com o enredo "Villa-Lobos e a apoteose brasileira".
No carnaval de 2000, a Mocidade ficou novamente em quarto lugar ao defender o enredo "Verde, amarelo, azul, anil, colorem o Brasil no Ano 2000".