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A HISTóRIA DO CARNAVAL
Os personagens do Carnaval

Rei Momo
Na Mitologia Grega, Momo era o Deus da galhofa e do delírio - tão irreverente que acabou expulso do Olimpo.
 
Na Roma antiga, o mais belo dos soldados era coroado Rei Momo e tratado como um verdadeiro senhor, comendo, bebendo e se divertindo à exaustão. Mas quando a festa acabava... ele era levado ao altar de Saturno e sacrificado.
A figura do alegre monarca da folia surgiu no Carnaval carioca em 1933.
 
Até 1967, a eleição do Rei Momo se dava por indicação de entidades carnavalescas e jornalistas. A partir desse ano, no entanto, o concurso foi oficializado por Lei Estadual, e em 88 por Lei Municipal.
 


Rainha do Carnaval
Elas são o brilho e graça do Carnaval e comandam a abertura do Carnaval carioca. Instituído a partir de 1950, o concurso para Rainha do Carnaval e suas princesas já deu muito que falar: nos primeiros anos, o sistema de votos vendidos era o que valia para eleger a beldade da folia.
 
Somente dez anos depois do primeiro concurso é que passou a valer o sistema de voto de qualidade, ou seja: a candidata tem que ser bela para reinar ao lado de Momo. Confira aqui a relação das Rainhas do Carnaval.

Bate-bola / Clóvis
Terror das crianças de várias gerações, os bate-bolas ou clóvis andam sempre em grupo com suas roupas (macacões) coloridas e máscaras transparentes com um orifício no lugar da boca, preenchido, quase sempre, por uma chupeta.

E não se pode esquecer, é claro, da bexiga amarrada a uma varinha para assustar a criançada do bairro. Apesar de ser uma manifestação dos antigos carnavais cariocas, ainda é comum ver tais grupos na Baixada Fluminense.


Pierrô, arlequim e colombina
Os três personagens, fundamentais em qualquer baile de fantasia ou desfile de escola de samba, surgiram com a Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell"Arte - forma teatral com tipos regionais e textos improvisados.

O pierrô é o sentimental, o ingênuo, apaixondo e pela colombina; o arlequim é o seu rival: um palhaço farsante e cômico que veste um traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores; e a colombina, que já inspirou tantos versos de famosas marchinhas?

Sedutora, volúvel e sempre bem vestida, ela namora o pierrô e é amante do arlequim.

Esperta a moça, não?

FANTASIAS
Beleza, criatividade e nomes pomposos

O Carnaval teria pouco brilho sem a presença delas: as Fantasias. Verdadeiras obras de arte, elas foram pioneiras em uma das mais tradicionais manifestações do Carnaval: o concurso de fantasias.

O primeiro concurso oficial de fantasias aconteceu em 24 de fevereiro de 1936.

Durante muito tempo, as fantasias eram a grande "coqueluche" do Carnaval.

Os concursos lotavam na época da folia, em diferentes bailes como o High Life, Gala do Teatro Municipal.

Os locais onde eram realizados os concursos também mudaram muito desde a áurea época do Carnaval: Teatro Municipal, Hotel Glória, Hotel Nacional Rio, Copacabana Palace Hotel, Scala e Canecão (onde foi realizado o I Baile Oficial da Cidade do Rio de Janeiro).

E não podemos falar de fantasias, luxo e esplendor, sem citar o nome "mítico" de Clóvis Bornay.

Esta querida figura do samba já venceu tantos concursos que é considerado, agora, hors concours; afinal, ele merece.

 

 

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